
Segundo a reportagem não há atendimento por falta de medico na áreaO Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM) está há dois meses sem atendimento na área de mastologista, especialidade médica que se dedica ao estudo das glândulas mamárias.
O Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM) está há dois meses sem atendimento na área de mastologista, especialidade médica que se dedica ao estudo das glândulas mamárias.
A estimativa é que entre julho e agosto cerca de 1,2 mil mulheres deixaram de fazer exames nessa área médica, uma vez que o hospital disponibilizava 30 fichas por dia para ao atendimento, de segunda a sexta-feira.
Segundo a reportagem a razão da falta do procedimento no hospital é a falta de medico na área. Além do Francisca Mendes, só o Hospital Adriano Jorge dispõe do procedimento.
A dona de casa Waldeiza Oliveira, 45, afirma que desde o início de julho, deste ano, que ela espera por atendimento e ainda não tem previsão de quando vai ser atendida.
“Eu estou esperando há mais de dois meses, as recepcionistas do hospital dizem que a previsão para a chegada do médico é em setembro, se eu tivesse condição de ir para um hospital particular eu já teria ido, por que a falta de médico é um desrespeito com a população, a cada dia que se passa sinto mais dor no meu seio e não sei mais a quem recorrer”, desabafou.
A autônoma Maria Conceição Pedrosa, 52 também está na fila esperando a chegada do médico e indignada diz que a cada dia seu estado de saúde vem se agravando.
“Eu preciso me operar o mais rápido possível e a previsão que eles dão aqui no Francisca Mendes é de que em setembro tenha mastologista, mas não é nada certo. E se meu estado piorar quem vai se responsabilizar? Vão esperar alguma mulher morrer na fila de espera?”, reclamou Maria.
Em março de 2003, foi assinado um convênio entre a Ufam e o Governo para melhorar as condições de atendimento no local. Em 2005, o Hospital recebeu repasse de recursos federais, no teto de R$ 600 mil por mês para realização apenas das cirurgias cardíacas.
Paralisação
A paralisação dos médicos residentes em Manaus complicou ainda mais a situação do hospital. De acordo com a representante da categoria no Amazonas, Lorena Cordeiro a greve pode atrasar ainda mais a chegada de médicos, mas a falta de mastologista não foi provocada pela greve.
“O Hospital está querendo jogar a culpa em nós porque fizemos a greve, mas a falta de Mastologista já chega há mais de dois meses e a nossa paralisação vai completar um mês, a nossa intenção não é prejudicar ninguém e sim poder dar um atendimento melhor aos pacientes”, disse Lorena.
A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do Francisca Mendes desde a semana passada quando recebemos a denúncia, e não obtivemos resposta até esta segunda-feira (30/08).
Fonte: Portal Mano Repórter com edição do Simeam
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