MÉDICOS RESIDENTES FAZEM NOVO PROTESTO E CONTA COM PARTICIPAÇÃO DO SIMEAM

Cerca de 80 pessoas participaram da manifestação com faixas, bolas pretas e narizes de palhaços. O Simeam esteve presente.

Os médicos residentes do Amazonas completaram 26 dias de paralisação e promoveram um novo protesto, na tarde do dia 9 de setembro, em frente ao Pronto Socorro 28 de agosto, zona centro-sul de Manaus. Entre as principais reivindicações os residentes destacam o reajuste salarial e as melhorias na infra-estrutura e atendimento nos ambulatórios.

A Dra. Marilene Maia, coordenadora da Secretaria de Comunicação Social e Divulgação do Simeam, esteve presente na manifestação representando  a diretoria do sindicato que, além de apoiar a causa, publicou nota de apoio aos residentes no Jornal A Crítica, no mês passado.

Segundo a coordenadora da manifestação em Manaus, a médica residente Lorena Cordeiro, as negociações com o Governo Federal estão paradas. Mas a promessa da União é de que a mesa de acordo volte a se reunir a partir da próxima semana.

De acordo com Lorena Cordeiro, o Amazonas possui, aproximadamente, 200 médicos residentes. Ela afirma que, deste total, 90% dos profissionais já aderiram ao movimento nacional. Lorena conta que a paralisação tem afetado, principalmente, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), o Ambulatório Araújo Lima e o Hospital Adriano Jorge. O atendimento nestas instituições está reduzido em 80% devido a greve, afirma Lorena.

Três anos sem reajuste

As reivindicações dos médicos residentes também são: reajuste da bolsa-salário em 38,7%, garantia de auxílio moradia e alimentação, adição de 13o salário, ampliação da licença maternidade de 4 para 6 meses e aplicação da data-base anual.

Segundo Lorena, o Governo Federal prometeu dar aumento de 20%, mas a proposta foi recusada pelos residentes. “Consideramos este valor insuficiente pois, em 2007, o Governo disse que daria um reajuste de 23%. Acontece que esse acordo nunca foi cumprido pelo Governo e estamos há três anos sem reajuste. Por isso, agora, exigimos 38,7%”, explica.

De acordo com a coordenadora do protesto, atualmente, um médico residente ganha uma renda bruta de R$ 1.916,45, o que gera um salário líquido de R$ 1690,11.

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